Sete pessoas morrem por dia em SP Vítimas da Aids

11/19/2015

 

Apesar do índice, distribuição de antiretrovirais é tida como referência.

 

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Mais de 27 mil pacientes tratam a doença pelo SUS paulista.

 

O acesso dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro aos medicamentos antiretrovirais, que combatem a multiplicação do vírus da Aids no organismo, é referência no mundo todo. Mesmo assim, sete pessoas ainda morrem por dia no estado de São Paulo em decorrência de complicações causadas pelo HIV.

 

Em 1987, 6295 pessoas foram diagnosticadas com Aids no Brasil. Quase três décadas depois, em 2015, mais de 27 mil pacientes já tratavam a doença pelo SUS só em São Paulo. No Brasil, o número de infectados já atinge a casa dos 734 mil.

 

Com o crescente índice de infecção, o governo federal decidiu introduzir o tratamento pós-exposição sexual no SUS. Há quatro anos, o coquetel, que era distribuído apenas para pessoas já infectadas, passou a ser utilizado também como uma espécie de pílula do dia seguinte.

 

"A medicação serve como uma estratégia a mais de prevenção e não para a substituição das prevenções convencionais como o sexo seguro com o uso de preservativo”, explicou o supervisor do pronto-socorro do hospital paulistano Emílio Ribas.

 

Distribuição de medicamentos: Aids x outros

 

Uma lei nacional foi aprovada ainda em 1996 para garantir a distribuição gratuita dos medicamentos que compõem o coquetel antiretroviral. Enquanto o tratamento contra a Aids oferecido pelo SUS se mostra bastante efetivo e virou exemplo até para outros países, a distribuição de outros medicamentos, até mais simples, ainda apresenta problemas.

 

Grandes filas são comuns nas retiradas de remédios das farmácias de São Paulo. Desde 2010, a ouvidoria central da saúde já registrou 482 reclamações por falta de medicamentos no estado.

 

"Não há recursos suficientes para garantir a excelência de todos os serviços, em todos os níveis de atenção. Os recursos escassos existentes são mal utilizados porque há problemas de gestão. O sistema poderia ser muito mais organizado e articulado entre si", avalia Mário Scheffer, professor da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP).

 

A Secretaria Estadual da Saúde informou que não possui uma lista de falta de remédios. Segundo a pasta, quando falta um medicamento em uma farmácia do estado, não significa necessariamente uma falta geral: são casos pontuais e que precisam ser apurados sempre isoladamente.

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