Cartões destacam empoderamento pela visibilidade das pessoas trans

01/27/2017

 

 

“Pessoas trans não são apenas estatísticas. Elas são pais e escritores como o João Nery. Elas são professoras de dança, como Rhany. São artistas, como Sebastian e Pri. São profissionais de comunicação, como Patrick e Taya. São gestoras públicas, como a Paula, ou ativistas formidáveis, como Keila e Tathiane”, defende o Coordenador Residente do Programa das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

É assim que são destacados os personagens dos cartões postais “Sobre Viver Trans: histórias de afeto e empoderamento pela visibilidade das pessoas trans”, organizado através da campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) “Livres & Iguais”, criada em 2014 para promover os direitos humanos da população LGBTI. 

 

O objetivo dos cartões é promover a visibilidade trans brasileira, usando como inspiração pessoas reais, que contribuem para alcançar a igualdade de direitos da população trans. Além disso, contribui para lembrar que as pessoas trans são muito mais do que apenas uma identidade de gênero, são mães, pais, escritores, professores, jornalistas, ativistas, e tudo aquilo que quiserem ser.

 

O lançamento dos cartões postais aconteceu na noite de ontem (25) durante um cine-debate do web documentário POP TRANS, organizado pelo Ministério da Saúde (MS). As ações acontecem em alusão ao Dia da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. Para a Diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do MS, Adele Benzaken, “Os postais assim como a série de webdocumentário que produzimos, vão contribuir para desconstruir os estigmas com que a população trans é vista”.

 

Assista na web documentário POP TRANS:

 

 

 

Keila, 51 anos, ativista: pioneira na articulação nacional de travestis e transexuais e referência do movimento por direitos humanos no Brasil. Ela luta para que as próximas gerações de pessoas LGBTI tenham mais respeito, dignidade e cidadania, e, principalmente, para que todas as travestis como ela possam ser protagonistas das próprias vidas.

 

 

 

 

 

 

Sebastian, 27 anos, tatuador:  acredita em mudar o mundo pelo amor e espera que a sociedade aprenda a respeitar as pessoas trans e a diversidade dos corpos. Hoje, ele diz que sente a alma livre e que sorrir nunca teve tanto significado. Transborda na militância por visibilidade e respeito, lutando para ver essa liberdade estampada no sorriso de outras pessoas trans.

 

 

 

 

 

Tathiane, 35 anos, ativista:  trabalha incessantemente para tornar realidade políticas públicas que contemplem a população trans no Brasil. O maior problema da transfobia, segundo ela, é a falta de amor ao próximo. Thatiane tem orgulho de quem é hoje e diz, sem dúvidas, que é feliz.

 

 

Patrick, 25 anos, jornalista:  transicionar foi o que lhe salvou a vida. A fase do medo passou e abriu caminho para a coragem. Não só a coragem de ser quem é, mas também a de levantar a bandeira pelo respeito e pela visibilidade que as comunidades trans e negra merecem.

 

 

Paula, 36 anos, gestora pública e poetisa:  viveu todas as dores de ser mulher na pele. Enfrentou obstáculos e preconceitos, mas sempre levantou a cabeça e seguiu adiante. Hoje, ela é a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira no Conselho da Mulher do Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

  João, 66 anos, escritor: renunciou o diploma em Psicologia para ser quem é. Com o livro “Viagem Solitária”, ajudou pais e filhos, ocupou espaços públicos e abriu caminhos para toda uma geração de pessoas trans no Brasil. Um Projeto de Lei de identidade de gênero leva o nome dele : Lei João W. Nery. No Brasil, país que mais mata pessoas trans, se sente um sobrevivente.

 

 

 

Taya, 23 anos, estudante de Comunicação Organizacional:  é travesti “com muito orgulho”, mas não se deixa definir exclusivamente pela identidade de gênero, ainda que tentem reduzi-la àquilo que a discriminam. Traz em si uma infinidade de mundos e atributos. 

 

 

 

 

 

Pri, 38 anos, artista social: se identifica como gender queer, desafiando os binarismos que estruturam o gênero e as normas da sociedade. “Ser queer é ter a possibilidade de uma existência consciente, agindo eticamente para que gerações futuras possam desfrutar de um mundo saudável e com igualdade de direitos para todas. “

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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