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Youtubers brasileiros se mobilizam para debate virtual sobre HIV, sexualidade e discriminação


OPAS e UNAIDS pedem intensificação dos esforços para prevenção ao HIV e oferta de todas as opções disponíveis para evitar novas infecções. Foto: UNICEF/Noorani

Youtubers brasileiros se mobilizam para debate virtual sobre HIV, sexualidade e discriminação.


O que você sabe sobre HIV e AIDS, sexualidade, estigma e discriminação? Será que seu repertório está atualizado para os dias de hoje ou ficou parado nos anos 1980 e 1990?


Esse é o pano de fundo do #DesafioUNAIDS, um jogo descontraído e informativo proposto pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) a dezenas de influenciadores online para o mês de dezembro — quando o Brasil e o mundo se mobilizam pela conscientização em relação à AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida).


Os convidados que aceitarem o #DesafioUNAIDS terão de publicar em seus canais do Youtube, Facebook, Twitter e Instagram o material gravado para que todos os seguidores vejam como cada um se saiu.


O UNAIDS coletou 50 perguntas mais comuns — incluindo aquelas mais bizarras e filosóficas — sobre HIV ou AIDS, todas retiradas da Internet. Cada youtuber recebeu 15 perguntas aleatórias com a missão de tentar responder ao maior número possível delas em um vídeo gravado ou em um live.


“Nossa ideia é sair da linguagem técnica, que não dialoga diretamente com os jovens, e deixar que esses influenciadores criem, à sua própria maneira e com sua criatividade, esse diálogo tão fundamental entre seus seguidores”, explica Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil.


“Há algum tempo, o UNAIDS tem dedicado seus esforços para compreender melhor o universo jovem e entender como as mensagens sobre HIV, AIDS, sexualidade, preconceito e discriminação circulam entre eles. É preciso fazer com que isso tudo saia do universo da saúde, distante e sem conexão com eles, e se torne um tema próximo, palpável e real.”


“É importante destacar que o UNAIDS achou essas perguntas na Internet, são dúvidas reais sobre HIV”, disse, durante o seu vídeo de desafio, a youtuber Jessica Tauane, uma das criadoras do Canal das Bee.


As respostas corretas para todas as perguntas estarão disponíveis no Gabarito do #DesafioUNAIDS, cuja curadoria foi feita em parceria entre o UNAIDS no Brasil e o médico psiquiatra Jairo Bouer, que trabalha com comunicação há 25 anos, focando em prevenção, saúde e sexualidade.


Além da contribuição com o gabarito, Jairo e o também youtuber e médico infectologista Dr. Maravilha (Marcos Borges), serão os "Tiradores de Dúvidas" oficiais do #DesafioUNAIDS.


Como funciona o jogo do #DesafioUNAIDS


O jogo consiste em 15 perguntas. Entre estas, os youtubers que aceitarem o #DesafioUNAIDS poderão pular três (com as fichas “pular”), procurar uma das respostas no Google (com a ficha “googlar”) e usar uma chance para pedir ajuda do “Tirador de Dúvidas”, que também pode ser algum outro especialista da escolha do participante do desafio.


As outras dez perguntas precisam ser respondidas, sem consultar o gabarito. É aí que o conhecimento e a criatividade se unem para vencer o desafio.


Para isso, os youtubers e influenciadores digitais desafiados receberam um kit #DesafioUNAIDS, que consiste em: 15 cards de perguntas retiradas da Internet sobre HIV, AIDS, sexualidade e discriminação; três fichas para "pular" três das 15 perguntas que o desafiado não souber responder; uma ficha para "googlar" e tentar achar a resposta na Internet (também caso o desafiado não saiba ou não tenha certeza da resposta); e um gancho de telefone dos anos 1980 para “discar” para o “Tirador de Dúvidas”.


Mesmo com o recurso de consultar a própria Internet para uma das perguntas, a ideia é mostrar que o famoso “doutor Google” nem sempre está correto ou que, na maioria das vezes, apresenta várias opções de resposta deixando o usuário sem saber exatamente qual delas é a mais adequada.


Nenhuma pergunta sobre HIV deve ficar sem resposta


Com o #DesafioUNAIDS, o UNAIDS quer mostrar que nenhuma pergunta sobre HIV, AIDS ou sexualidade deve ficar sem resposta. De forma leve e criativa, o jogo busca provocar uma reflexão sobre como a sociedade, especialmente os jovens, está debatendo questões tão importantes como essas na Internet.


O gancho telefônico, símbolo da década que marcou o início da epidemia, tem uma mensagem importante: avançamos muito em nossa comunicação com as redes sociais e a tecnologia, mas será que o conteúdo desse diálogo sobre HIV, AIDS, sexualidade, preconceito e discriminação avançou? Ou ainda estamos parados no tempo?


A epidemia entre jovens no Brasil e no mundo


Dados divulgados em 1º de dezembro pelo Ministério da Saúde mostram que o crescimento de casos de AIDS entre jovens de 15 a 29 anos continua sendo uma preocupação importante e que as ações nesse segmento precisam ser intensificadas.


Entre jovens do sexo masculino, de 2006 a 2016, a taxa de detecção na faixa etária de 15 a 19 anos quase que triplicou (de 2,4 para 6,7 casos por 100 mil habitantes), registrando um aumento de 175%.


Entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa mais do que dobrou (de 16 para 33,9 casos por 100 mil habitantes), com um aumento de 111%. Entre jovens de 25 a 29 anos, houve um crescimento de 17,5% (passando de 41,1 para 48,3 casos por 100 mil habitantes).


Entre jovens do sexo feminino, de 2006 a 2016, a taxa de detecção aumentou de 3,6 para 4,1 casos por 100 mil habitantes, um aumento de 14,5%.


Nos dados de monitoramento clínico, que compreendem uma série de indicadores sobre a trajetória das pessoas vivendo com HIV ou AIDS nos serviços de saúde (desde o diagnóstico até a supressão viral), os indicadores demonstram que os jovens vivendo com HIV estão em uma situação mais vulnerável: eles têm menor adesão ao tratamento e, consequentemente, uma proporção menor deles consegue a supressão viral, quando a quantidade de HIV circulando no organismo é tão baixa que a pessoa praticamente deixa de transmitir o vírus e aumenta, de forma significativa, sua qualidade de vida.


“Temos tendência a procurar um ‘vilão’ quando analisamos os dados e apontamos para o jovem como se ele fosse responsável por esse cenário”, lembra a diretora do UNAIDS no Brasil.


“A pergunta que devemos fazer é que instrumentos, que informações e que diálogo estamos oferecendo a essa juventude para que ela consiga realmente se sentir parte desse processo. O #DesafioUNAIDS tem a missão de iniciar um diálogo concreto nesse sentido.”


Os próximos passos do #DesafioUNAIDS


Os influenciadores digitais que participarem do #DesafioUNAIDS vão ajudar o UNAIDS a criar oportunidades e condições de diálogo entre jovens sobre temas que parecem espinhosos e distantes da realidade, mas que, em verdade, estão mais próximos de nós do que imaginamos— um diálogo capaz de contribuir para o fim da epidemia de AIDS de forma saudável e bem-informada.


Para participar da segunda fase do #DesafioUNAIDs, a partir de janeiro de 2018, os vídeos deverão ser publicados até o dia 22 de dezembro, com as hashtags #DesafioUNAIDS e #FimdaAIDS. Todos os vídeos que respeitarem os critérios mínimos de Zero Discriminação (que podem ser consultados no Manual de Sobrevivência do #DesafioUNAIDS no site www.unaids.org.br/desafiounaids) e forem publicados dentro do prazo serão selecionados para a próxima fase.


Na segunda fase, os vídeos poderão ser premiados nas seguintes categorias: melhor vídeo de utilidade pública (a ser escolhido pela equipe do UNAIDS); vídeo mais criativo (por escolha dos Embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS); e melhor vídeo por número de visualizações.


Entre os três finalistas, haverá uma votação popular para que seja escolhido o vídeo vencedor do #DesafioUNAIDS. Os detalhes da votação e premiação serão informados ao longo da campanha, com encerramento previsto para 1º de março, Dia Mundial de Zero Discriminação.


Esta mobilização é voluntária e não envolve a distribuição de cachês ou premiação em dinheiro. Como fazem Mateus Solano, Glória Maria e Wanessa Camargo, que promovem mensagens do UNAIDS como Embaixadores de Boa Vontade, os youtubers e influenciadores online foram convidados para que se unam à causa e ajudem a consolidar um debate indispensável nos tempos atuais: como dialogar com os jovens e contribuir para o fim da epidemia de AIDS até 2030.


Acompanhe e participe do #DesafioUNAIDS! Busque pelas hashtags #DesafioUNAIDS e #FimdaAIDS nesta primeira fase. Os materiais do desafio podem ser baixados na página da campanha: www.desafiounaids.org.br.





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