São Paulo renova compromisso com estratégia para pôr fim à Aids até 2030

01/30/2019

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e a a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard. Foto: UNAIDS

 

Como parte das celebrações dos 465 anos da cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas publicou um artigo na Agência de Notícias da AIDS no qual relata seu compromisso com a resposta à epidemia de HIV no município e com a Declaração de Paris. O documento foi ratificado por sua gestão em junho de 2018, durante encontro com a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard.

 

Veja abaixo, na íntegra, o texto publicado pelo prefeito de São Paulo:

 

A cidade de São Paulo renovou recentemente a assinatura de um documento conhecido como “Carta de Paris”. Nele, o Executivo municipal reafirmou seu compromisso na luta contra a Aids. Elaborada em novembro de 2015, a “Carta de Paris” traça uma estratégia para que cidades consigam acabar com a Aids, como problema de saúde pública, até 2030.

 

Um dos itens desse plano é o cumprimento das metas 90-90-90. Os objetivos determinam que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estarão cientes de seu estado sorológico positivo, 90% dos indivíduos com o vírus estarão sob tratamento e 90% das pessoas em terapia estarão com a carga viral indetectável.

 

A assinatura deste documento ganha relevância e foge da simples retórica quando conhecemos a política do município de São Paulo na prevenção e tratamento da doença. Nosso programa é composto por 26 serviços, sendo 10 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e 16 Serviços de Assistência Especializada (SAEs). Atualmente, cerca de 50 mil pessoas que vivem com HIV/Aids são acompanhadas nos SAEs. Só no último ano, mais de 4.300 novas matrículas foram feitas nessas unidades de assistência especializada.

 

Além disso, cerca de 36.500 pacientes estão em uso da terapia antirretroviral (TARV), um avanço importante para o cumprimento da meta 90-90-90. Desse total de pessoas em TARV, cerca de 90% dos pacientes já atingiram a carga viral indetectável.

 

Outro fator importante para esse objetivo é o diagnóstico. Em 2018, mais de 670 mil testes rápidos e convencionais de HIV foram realizados na cidade. É importante destacar as ações de testagem extramuros que fazemos por toda a cidade, seja em estações de metrô, praças ou até avenidas mais estratégicas, levando esse importante serviço de saúde para mais perto das pessoas.

 

Por falar em locais estratégicos, passamos a distribuir no ano passado camisinhas gratuitas em todas as estações de metrô das linhas 4 – Amarela e 5 – Lilás. Entre abril (quando a parceria se iniciou) e dezembro de 2018, mais de 4 milhões de preservativos foram distribuídos nesses locais.

 

Para além das estações do metrô, as camisinhas também estão disponíveis nos cerca de 30 terminais de ônibus municipais, em todas as unidades de saúde e em parceiros estratégicos, como casas de entretenimento adulto. Todos esses locais fizeram a cidade atingir a marca de 75 milhões de preservativos distribuídos no ano passado.

 

O SUS da capital paulista também oferta duas modernas tecnologias de prevenção ao HIV: as Profilaxias Pré e Pós-Exposição, mais conhecidas por PrEP e PEP, respectivamente.

 

E, para finalizar, mais um avanço: no próximo dia 1º de fevereiro, vamos iniciar a distribuição de autoteste de HIV, em que o próprio usuário pode retirar o kit de testagem e fazer onde e quando quiser. A proposta é ampliar o diagnóstico na cidade e, em caso positivo, iniciar o quanto antes o tratamento para romper a cadeia de transmissão.

 

Todos os esforços estão sendo feitos no sentido do enfrentamento a esta doença. Um dos principais gargalos que constatamos na atualidade é o fato de o tema HIV ter saído de pauta a partir de um falso senso comum: o de que agora está tudo sob controle, com os novos medicamentos antirretrovirais. Acontece que esse desafio cultural é um dos maiores a serem vencidos.

 

A questão da prevenção e de chegarmos com ações concretas em populações mais carentes e vulneráveis também é outro desafio que estamos enfrentando e buscando respostas adequadas, rápidas e eficazes. Não consideramos a questão da Aids um problema resolvido na cidade de São Paulo. Estamos buscando fazer mais e melhor. Agora como prefeito e, no passado como coordenador da Frente Parlamentar DST/Aids, da Assembleia Legislativa.

 

 

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